Ginjal (2014-2016)

Nuno Andrade
 


“Floresta do Ginjal” foi o restaurante mais famoso do cais do Ginjal, em Cacilhas. Desde que abriu, na década de 30, tornou-se palco de encontro das duas margens do Tejo, escolha incontornável para inúmeros almoços, festas e casamentos. Seis décadas depois, encerra as suas portas e não mais as abriu. Cumpriu o seu ciclo. O antigo espaço renasceu posteriormente sob a forma de sala de bailes. 

Hoje é um lugar mágico e misterioso, povoado por personagens fascinantes: amantes, sonhadores, solitários, eternos conquistadores… Todos partilhando um tempo que só ali existe. Vidas reais com desejos simples, ambições comuns. Enganar a solidão, encontrar o amor. Este trabalho faz parte de uma série que está a ser desenvolvida desde 2014 e pretende ser um retrato de um local e de um tempo que não foi o meu, mas ao qual me foi dado acesso.  

— Nuno M. Andrade

Nuno Miguel Andrade (n. 1974, Lisboa) vive em Almada e trabalha em Lisboa. Nos últimos anos tem desenvolvido um trabalho de cariz documental, explorando os locais e as pessoas que habitam a cidade onde vive, tendo o rio Tejo como guia e elemento referência. O seu trabalho foi exibido em Lisboa, Nova Deli e Goa. Em 2016, “Ginjal” foi um dos seleccionados para a exposição colectiva “Sentimental Ballads” nos Encontros da Imagem. Nuno Andrade é também finalista do prémio da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, 2016.

 
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