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Nº1


Fevereiro de 2013

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Nº1


Fevereiro de 2013

Um Modo de Vida 

Abel Barros Baptista

Eis um modo de vida, em suma, nesse sonho universitário, modo de vida que justamente protege da vida, da turbulência da vida e da morte. 

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O Género de Pessoa que Todos Somos 

Miguel Tamen

O género de pessoa que somos é algo que, em última análise, não cabe a nenhum de nós decidir. Se assim fosse, seríamos todos, salvo o ocasional calvinista, muito boas pessoas, o que até os não-calvinistas têm razão para acreditar que não somos. 

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Como Responder ao Momento Presente? 

Maria Filomena Molder

Aprender a pensar por si próprio (como disse Kant: não aprender a ser filósofo, mas aprender a filosofar) é aplicável como desígnio a qualquer saber disciplinar.

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William Basinski 

Carlos A. Pereira

Desde que desistiu da universidade onde estudava composição e saxofone, em finais dos anos 70, William Basinski entusiasmara-se com a possibilidade de compor por meio da sobreposição de gravações musicais em loop.

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Descrição de um Espetáculo 

José Maria Vieira Mendes

Um espetáculo que começa com dois atores na plateia filmados por uma câmara. Aquilo que se filma é projetado em direto num ecrã no palco. O público está a entrar. A câmara também o filma. Tudo é projetado num ecrã no palco. Os espectadores sentam-se. 

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A Aventura de Ensinar 

Maria Pacheco de Amorim

A pedagogia que habita na nossa cabeça moderna faz-nos esperar, na relação educativa de ensino e aprendizagem que existe (ou devia existir) entre professor e aluno, que dada uma certa técnica, certo resultado deverá ser infalivelmente obtido.

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Mt 26 

Alberto Arruda

Nem sempre é mais importante responder a uma dúvida do que saber viver com essa mesma dúvida. Qual a utilidade desta ideia? Esta última pergunta é uma falsa pergunta. 

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In-betweenness e Imersão 

David Antunes

Eurípides expôs a cena ao público e, sobretudo, expôs o público à cena. Para Aristófanes e para Nietzsche, entre outros, esta decisão dramatúrgica extinguiu a tragédia clássica, uma vez que o autor sacrílego colocou o espectador em palco. 

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Ficção

Quarto Escuro 

Alexandre Andrade

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Miopia e Oklahoma 

Carla Hilário Quevedo

A minha Mãe percebeu que eu era míope quando me apanhou sentada no chão de pernas cruzadas e nariz colado ao ecrã do televisor. Tinha uns seis anos e o mundo, diriam hoje, era um quadro impressionista sem moldura, que se tornava nítido quando me aproximava completamente do que me despertava interesse

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Maria José 

Humberto Brito

Alberto Caeiro lembra-nos a contrario que as coisas visíveis são um artefacto de juízos mortais. Juízos acerca disto-aqui-e-agora configuram ‘isto’, ‘aqui’ e ‘agora’ como partes de cujo todo estamos sempre mais ou menos conscientes e cuja duração sabemos inapelavelmente finita.

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Recensões

 

Paulo Varela Gomes, O Verão de 2012  

Ana Almeida

É virtude de Paulo Varela Gomes lembrar-nos que, como o Diário de William Beckford para P., todos os nossos livros são sobre os nossos próprios Verões, ainda que estes e nós mesmos mudemos com o tempo. 

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Manoel Ricardo de Lima, As Mãos 

Gustavo Rubim

Ninguém parece formar uma ideia de conjunto particularmente nítida acerca da prosa literária que se escreve agora em português. Talvez nem faça falta. Uma hipótese simples é a de que, salvo alguma obra de maior alcance público, parte dessa prosa esteja a renovar-se por via de experiências discretas. 

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Agustina Bessa-Luís, Kafkiana 

Nuno Amado 

Sempre que, com o objectivo de descrever a escrita de Kafka, se utilizam adjectivos como “pessimista”, “melancólica” ou “neurótica”, fico com a impressão de que nunca se leu o conto sobre o celibatário Blumfeld.

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John Perry, The Art of Procrastination: A Guide to Effective Dawdling, Lollygagging and Postponing 

Maria Sequeira Mendes

Todos adiamos tarefas, mas os procrastinadores fazem-no de modo crónico, procurando distracções que os levem a protelar o trabalho que têm em mãos. A capacidade de se adiar indefinidamente uma obrigação pode, todavia, ser produtiva 

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Jacques Rancière, Os Intervalos do Cinema 

Ana Isabel Soares

Quando li pela primeira vez um ensaio de Jacques Rancière, lembro-me, pensei em Sebastião da Gama. Não é tão distante o tiro: a ideia de saber, em Gama, é a ideia daquilo que procura o mestre desconhecedor. Mas talvez o que mais tivesse aproximado aquelas duas figuras, na minha leitura, fosse um certo posicionamento, de ambos, perante o que pretendem conhecer.

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Fidelio 

Sara Eckerson

Uma coisa que sempre me interessou em particular acerca de Fidelio, a única ópera de Beethoven, é este ter passado muitos anos a adicionar elementos e a fazer anotações a esta obra específica, que era para si, obviamente, muito especial. Em todo o caso, Fidelio não é, de entre as obras de Beethoven, uma das melhores ou mais particularmente elegantes.

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David Grossman, Até ao Fim da Terra 

Rui Estrada

Deus disse a Abraão: «Leva contigo o teu único filho Isaac, a quem tanto queres, vai à região do monte Mória e oferece-o lá em sacrifício (…)». «Ó Pai — perguntou Isaac — levamos aqui o fogo e a lenha, mas onde é que está a vítima para o sacrifício?» 

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Tomas Tranströmer, As Minhas Lembranças Observam-me — Seguido de Primeiros Poemas (Inéditos) 

Alda Rodrigues

Tendo em conta que o autor de uma autobiografia tem acesso privilegiado à consciência do objecto de escrita, seria de esperar que numa autobiografia houvesse mais espaço para sentimentos ou apontamentos de carácter subjectivo do que numa biografia.

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David Byrne, How Music Works 

Telmo Rodrigues

Livros que tentam abordar a música enquanto arte tendem a dividir-se em dois tipos. Num lado do espectro estão os livros em que a prosa tenta, de alguma forma, emular aquilo que os autores sentem ao ouvir música...

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