00ffcc.png
00ffcc.png

Nº2


Abril 2013

SCROLL DOWN

Nº2


Abril 2013

SIMPÓSIO

Para que serve o acordo ortográfico?

Posicionando-se por um liberalismo ortográfico, os editores da Forma de Vida não estão particularmente impressionados com a qualidade da discussão pública em torno do Acordo Ortográfico. Assim, decidimos pedir a algumas pessoas — contra, a favor e indiferentes — as suas opiniões sobre o Acordo. Reunimo-las de seguida. Escrevem neste simpósio Abel Barros Baptista, João Costa, Paulo Franchetti, Maria Filomena Molder, Gustavo Rubim, Miguel Tamen e José Maria Vieira Mendes.

Ler

Entrevista

O que dizem os artistas?

Luísa Cunha entrevistada por Nuno Crespo

Tenho horror à tranquilidade e para conseguir sobreviver no dia-a-dia tenho de ser absurda, de fazer cortes na rotina porque esta é a minha maneira de ser. Tenho de fazer cortes que são feitos e ninguém vê: são feitos em casa, com os amigos, com a linguagem, com as observações que faço. 

Ler
 

Ensaio

A Hora da Verdade?

Jonny Thakkar

Uma revolução muito americana tomou lugar em 1906. Nada de motins, nada de cartazes, nada de justiça popular; foi uma revolução vinda de cima, apresentada como uma evolução natural de um velho regime que já começara a dar de si e a ruir. 

Ler

Sobre a ideia de participação

David Antunes

Um dos factos incontornáveis da minha vida é a conclusão quotidiana de que há um conjunto de coisas que eu admiro e gostaria muito de saber fazer ou de fazer, mas que não posso na verdade realizar, mesmo considerando que cumpriria uma série de condições necessárias, mas aparentemente não suficientes, para a sua realização. 

Ler

Fósforo, Héspero, Lúcifer

João R. Figueiredo

No Museu Gulbenkian, uma figura de mulher jovem obriga o observador a um ponto de vista baixo. Não pertence à realeza nem à aristocracia, mas o pintor sugere que está tomado de amores pela sua personagem e pretende partilhar esse sentimento com os demais mortais. 

Ler
 

Proximidade Zoológica

Vincent Barletta

Há dois Verões, a minha família e eu decidimos passar uma tarde no Jardim Zoológico de Lisboa. Ou talvez seja mais exacto dizer que a nossa filha mais velha tomou a decisão de o visitar, e não descansou enquanto não a levámos ao Zoo.

Ler

Depoimento sobre pássaros

Gustavo Rubim

Há uma entrevista em que Richard Rorty explica que se dedica a observar pássaros principalmente porque vai na expetativa de ver uma espécie rara, num espírito portanto muito próximo daquilo a que ele chama (e bem) “instinto de colecionador”. 

Ler

Ficção

Uma odisseia

Ana Cláudia Santos

“Minha querida, tens uma boa cabeça, só tens de aprender a usá-la.” 

Ler
 

Comentário

Vocação e Traição

Tiago Cavaco sobre MT 26 de Alberto Arruda

Ler

A Morte de Alexandra McClean

Telmo Rodrigues

Em Janeiro de 1978, depois de uma digressão americana, os Sex Pistols separavam-se. A banda que tinha começado como golpe publicitário para vender calças da loja Sex, propriedade de Malcolm McLaren e Vivienne Westwood, tornara-se na representante de um movimento que, originalmente, nem era britânico

Ler

O público

José Maria Vieira Mendes

Max Herrmann, que, no início do século XX, fundou os Estudos Teatrais alemães, defendeu a criação de uma nova área científica independente dos estudos germanísticos com o argumento de que não era a literatura que fazia do teatro uma arte, mas sim o espetáculo, a apresentação pública (die Aufführung).

Ler
 

Humor de Inconveniência

Nuno Amado

Qualquer coisa de singular há-de ter, concordará quem saiba com que concordar, uma série de televisão que, antes, durante e até após o último episódio, intima a que se desconfie de que tal episódio é de facto o último e não vale a pena esperar por outro.

Ler

Alexandre Dumas is Black: Django Unchained

Sebastião Belfort Cerqueira

Logo no título, Django Unchained (2012) insere-se na tradição longa e desarrumada de filmes que se tentaram relacionar, de alguma maneira, com Django, um western realizado em 1966 por Sergio Corbucci, com Franco Nero como o protagonista epónimo. 

Ler

45 minutos ou mais, num autocarro

Jorge Uribe

Em 2011, estive a residir em Londres. Era a minha primeira vez naquela cidade e rapidamente percebi que era um momento invulgar para estar ali. 

Ler
 
 

Fisionomia e Paralaxe

Humberto Brito

Qual é a fisionomia das nossas coisas favoritas? Ao pensar na resposta, vejo criaturas híbridas ou até monstruosas, como personagens de sonhos. Uma galeria tão esquisita quanto familiar.

Ler
 

Onde Queremos Viver

Ana Almeida

A arbitrariedade que governa certos aspectos das nossas vidas é compensada por alguns gestos comuns, que não vemos como privilégios extravagantes.

Ler
 
 
 

Dragões e Dorothy Fields

Carla Quevedo

Das muitas e variadas coisas potencialmente destrutivas que existem no mundo, há as possíveis e as inesperadas, as conhecidas e as desconhecidas. Pouco ou nada podemos fazer para combater ou prevenir o que nos acontece. Parece tão assustador quanto é realmente, mas as más notícias não acabam aqui. 

Ler
 

A propósito de 00:30 A Hora Negra

Rui Estrada

Há um padrão de comportamento dos humanos que é muito edificante e amplamente elogiado; o respeito pelos princípios: é uma mulher de princípios, por uma questão de princípio, destes princípios não abdico. Já a história das circunstâncias é muito mais penosa e incompreendida: é uma troca-tintas, são os interesses a falar mais alto.

Ler
 
 

Recensões

Landy, How to do Things with Fictions

Carlos A. Pereira

Landy dá por adquirida a inteligibilidade intrínseca da ficção e não está interessado em reduzi-la à comunicação velada de determinados sentidos, preferindo concentrar-se nos usos que lhes podemos dar. 

LEr

A Tempestade, do Teatro Praga

Maria Sequeira Mendes

É possível argumentar que, em A Tempestade, Shakespeare procurou descrever uma ilha em que as virtudes e os defeitos das personagens fossem ampliados. Este é o motivo pelo qual, como alguns críticos notaram, o local difere de figura para figura consoante o seu passado, carácter e intenções.

Ler

Almeida Faria, A Paixão

Pedro Sepúlveda

A descrição destes afazeres, que acontece preferencialmente através de monólogos interiores, é intercalada, de um modo propositadamente aleatório, com reflexões que misturam o quotidiano e o metafísico. 

Ler
 

Tavares, A Ironia do Projecto Europeu

Paulo Barcelos

A União Europeia é uma besta estranha, um experimento impuro. Foi montada a partir dos escombros das duas guerras mundiais, proposta como uma estrutura que pudesse tentar uma paz duradoura desativando a animosidade franco-alemã e, de caminho, convidando os outros Estados europeus a integrarem um foedus pacificum continental. 

Ler

Ana Teresa Pereira, O Lago

Alda Rodrigues

Como explicar porque se gosta dos livros de Ana Teresa Pereira a quem nunca os leu ou, tendo lido, acha que é uma escritora repetitiva, de recursos narratológicos pouco complicados, com um português demasiado próximo da língua inglesa? 

Ler

Martelo, O Cinema da Poesia

Ana Isabel Soares

Irei por partes. Começo pelo título: talvez o passo mais audaz neste livro tenha sido a sua escolha. Nele, não hesitou a autora em reconhecer a dívida a Harold Bloom, e, com isso, em inscrever-se a si mesma numa tradição de registo académico que, por sua vez, e tal como se propõe em O Cinema da Poesia, trata a própria tradição poética.

Ler