O interesse que me desperta o Nobel da Literatura (já que não antevejo poder ganhá-lo) é absolutamente nulo. Nulo! Nada! Zilch!

Para mim, Bob Dylan, Bob Hope, Bob Hoskins, e todos os outros Big Bobs se equivalem na sua potencialidade nobelística. Porque passou a ser tão importante este troféu que tantos e tão bons perderam? Custa-me isto dos prémios literários (dos que não antevejo ganhar, pois os que antevejo poder vir a ganhar, desde já muito penhoradamente agradeço). 

Aquilo a que nós, pelo menos na minha geração, chamamos Literatura encontra-se felizmente por todo o lado. Se tivesse de pensar nisso, dava o Nobel à Maria Velho da Costa (aí, o prémio teria real importância), porque ela é a escritora por antonomásia, herdeira da tradição literária experimental que sempre chamou tudo para dentro dos romances - incluindo letras de canções.

E como não é coisa que se resolva em quinhentas palavras, fica feito.

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