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Nº 3


Edição de Outono

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Nº 3


Edição de Outono

Valorizar a nossa humanidade

Christine M. Korsgaard

Há cerca de vinte e cinco anos, publiquei um ensaio sobre a Fórmula de Humanidade de Kant, o princípio que nos instrui a tratar qualquer ser humano como um fim em si mesmo. Neste texto, afirmei que o argumento de Kant sobre o valor da humanidade é o seguinte: porque somos racionais, não podemos decidir perseguir um certo fim a não ser que o tomemos como bom. 

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Nós, os Animais

David Antunes

Nós, os animais, vemos e movemo-nos! A troca parcial ou completa de predicados entre animais humanos e animais não humanos é, hoje, uma actividade comum, à primeira vista devedora do uso generoso de figuras de retórica e da amizade humana, correspondida ou não, apesar de, como é do conhecimento comum, o cão ser o melhor amigo do homem.

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Pode "diáspora" ter aura? 

Hans Ulrich Gumbrecht

Um dos conceitos que menos me agradam, entre os que mais fama têm no meio intelectual que habito – o mundo académico da Crítica Literária e dos Estudos Culturais – é o conceito de “diáspora.” Aquilo que nele mais me irrita é uma estranha aura ética, que nos obriga a ser sensíveis e a adotar atitudes protecionistas relativamente a todos os fenómenos aos quais o termo seja aplicável.  

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artigos


artigos


As Bibliotecas

Ana Almeida

Fiz já adulta viagens de estudo tão fascinantes como a ida ao planetário de 89, mas absolutamente mais monótonas e pobres em peripécias. Tudo me pareceu enorme, como em 89, e o tempo pareceu contar de um modo diferente. O que se aprende em viagem quando se viaja para aprender? 

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O teatro existe?

José Maria Vieira Mendes

Sempre se reclamou um teatro que é mais teatro. O teatro certo contra o teatro errado. Aquele que “é” contra o que “não é”. E por extensão, de um ou outro lado da barricada, amontoam-se verdades: que o teatro é arte comunitária que vive de e com o público, por exemplo. Ou que o teatro é uma arte viva onde podemos satisfazer o nosso (nosso?!) desejo de real. 

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A cartilha e o trapézio

Joana Meirim

No célebre episódio d’Os Maias sobre a educação de Carlos, Afonso aposta no método inglês do Sr. Brown para preparar o seu neto para a vida. Carlos pode correr, trepar às árvores e apanhar soalheiras; “cavalgar” nos joelhos do avô, contando histórias de aventuras, de grandes bulhas de que sai vitorioso; e brincar no trapézio.  

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A morte de Kirsty Anna

Telmo Rodrigues

Ewan MacColl foi a figura central do revivalismo folk britânico nas décadas de cinquenta e sessenta, um revivalismo que tinha no respeito pela tradição a sua principal característica; mesmo nas canções novas havia uma solenidade que as relacionava com as canções tradicionais. 

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Recensões


Recensões


Pessoa Existe?

Nuno Amado sobre Jerónimo Pizarro.

A resposta à inusitada pergunta que serve de título ao livro de Jerónimo Pizarro dá-a o autor no final do capítulo nono, em cujo título a mesma pergunta se repete: "Pensar Pessoa, editar Pessoa – actividades intimamente ligadas – não resgatam Pessoa, não nos devolvem uma imagem única e mágica, senão muitos Pessoas, também eles múltiplos, cuja multiplicidade já se encontrava, ou já se podia intuir, na materialidade das fontes e na forma dos textos." 

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Pequeno Tratado das Figuras

Gustavo Rubim sobre Manuel Gusmão.

Seria tudo muito fácil se das opções filosóficas ou ideológicas de uma pessoa pudéssemos deduzir o sentido dos poemas que essa pessoa escreve. Com Manuel Gusmão, para mais ensaísta e crítico, já se notam sinais dessa vontade de simplificar. E não surpreende que possam tornar-se mais evidentes justamente a propósito de um livro tão distante de asserções teóricas ou de preocupações ideológicas como é este Pequeno Tratado das Figuras

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Hunger (FomE)

Alda Rodrigues sobre Knut Hamsun.

Hunger (Fome), de Knut Hamsun, é um livro sobre as coisas que acontecem quando se tenta escrever. A própria estrutura narrativa parece reflectir as dificuldades desta actividade. Sem qualquer ligação forte de causa/efeito entre os seus diversos episódios e acontecimentos, cada secção do romance é construída a partir dos impulsos inesperados e autodestrutivos do protagonista (nunca nomeado), terminando sem qualquer resolução do problema fundamental. 

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