CAMINHOS DA VONTADE

DAVID ANTUNES

A consciência que o homem vai adquirindo sobre a influência que pode ter no mundo, enquanto coisa de que faz parte e coisa que constitui também como exterior de si e a si, como ser autónomo, e sobre a irredutibilidade do mundo relativamente à acção do homem constitui um capítulo decisivo daquilo que é a descoberta sobre o que cada um de nós é.

Homo Fictus e Homo Sapiens

Ana Matoso

No ciclo de conferências proferidas em Cambridge, e publicadas sob o título Aspects of the Novel (1927), E. M. Forster começa por recordar alguns dos aspectos mais óbvios do romance, muitas vezes ignorados pelos aparatos críticos mais sofisticados dos especialistas e professores de literatura: ao contrário do que acontece com outras expressões artísticas, o objecto de imitação do romancista é necessariamente seres humanos, estejam estes disfarçados, ou não, sob outras formas.

Morte, Privação e
Identidade Pessoal

Pedro Galvão

Diagnosticaram-nos uma doença horrível — vamos imaginar. Caso siga o seu curso, esta actuará de uma forma imperceptível, sem nos incapacitar nem fazer sofrer. Só que ao fim de cinco anos morreremos de repente. No entanto, dizem-nos, a doença é curável. Se quisermos, poderemos optar por um tratamento que nos livrará dela.

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PACEM IN TERRIS 

A propósito da actual crise migratória, recordamos a célebre carta encíclica de João XXIII Pacem in Terris, de 11 de Abril de 1963, sublinhando as passagens relativas aos direitos dos imigrantes e refugiados políticos.

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As pessoas às quais se recusam as condições mínimas para uma vida livre do terror e que lhes proporcionem uma dignidade básica têm direito de recorrer a outros para que lhes assegurem essas condições. Negar-lhes essas condições é sustentar que, em relação a estranhos, apenas temos deveres negativos: que, por exemplo, não os podemos matar, mas não temos qualquer dever de os proteger de serem mortos.

— Michael Dummett, Sobre Imigração e Refugiados (2000)