Pessoa Existe?

Nuno Amado sobre Jerónimo Pizarro.

A resposta à inusitada pergunta que serve de título ao livro de Jerónimo Pizarro dá-a o autor no final do capítulo nono, em cujo título a mesma pergunta se repete: "Pensar Pessoa, editar Pessoa – actividades intimamente ligadas – não resgatam Pessoa, não nos devolvem uma imagem única e mágica, senão muitos Pessoas, também eles múltiplos, cuja multiplicidade já se encontrava, ou já se podia intuir, na materialidade das fontes e na forma dos textos." 

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Pequeno Tratado das Figuras

Gustavo Rubim sobre Manuel Gusmão.

Seria tudo muito fácil se das opções filosóficas ou ideológicas de uma pessoa pudéssemos deduzir o sentido dos poemas que essa pessoa escreve. Com Manuel Gusmão, para mais ensaísta e crítico, já se notam sinais dessa vontade de simplificar. E não surpreende que possam tornar-se mais evidentes justamente a propósito de um livro tão distante de asserções teóricas ou de preocupações ideológicas como é este Pequeno Tratado das Figuras

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Hunger (FomE)

Alda Rodrigues sobre Knut Hamsun.

Hunger (Fome), de Knut Hamsun, é um livro sobre as coisas que acontecem quando se tenta escrever. A própria estrutura narrativa parece reflectir as dificuldades desta actividade. Sem qualquer ligação forte de causa/efeito entre os seus diversos episódios e acontecimentos, cada secção do romance é construída a partir dos impulsos inesperados e autodestrutivos do protagonista (nunca nomeado), terminando sem qualquer resolução do problema fundamental. 

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