Será o desaparecimento da película o fim do cinema? Vale a pena preservar o analógico para além do valor nostálgico? Na secção Testemunhos, partindo de uma entrevista conduzida por Helena Carneiro e Maria de Almeida Alves a Maximino Fernandes, o projeccionista-chefe da Cinemateca, convidámos três pessoas ligadas de maneiras diferentes ao cinema para dar o seu testemunho sobre o fim da película e a implementação do digital.
 

ENTREVISTA A MAXIMINO FERNANDES

HELENA CARNEIRO E MARIA DE ALMEIDA ALVES

A Forma de Vida entrevistou Maximino Fernandes, o projeccionista-chefe da Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema, a propósito da profissão que exerce há cerca de cinquenta anos.

O Cinema na era digital

Tiago Antunes

Há um certo mal-estar entre cinéfilos quando se fala de «cinema digital», como se estas duas palavras fossem antagónicas. Não digo que não o sejam, mas nos dias de hoje o conceito de cinema analógico é já uma memória.


Liberty Bells

Raquel Morais

Em Janeiro de 2012, a icónica Kodak, gigante da produção de consumíveis fotográficos, anunciou a abertura de um processo de falência, depois de alguns anos a confrontar-se com as alterações do mercado provocadas pelo aparecimento do digital. 

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Cinema É Digital é cinema

Marta Pinho Alves

Na década de 1980, o cinema iniciou um percurso gradual de digitalização. Hoje, quase quatro décadas volvidas, os resultados deste trajeto expressam-se na transformação ou supressão de grande parte dos elementos e práticas que lhe estiveram associados desde a génese.

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