Richard Zenith

Tradutor


Translation

Susan Sontag concluded her essay “Against Interpretation” (1964) with the following dictum: “In place of a hermeneutics we need an erotics of art.” Her thesis was that too much concern with content, with latent meanings and with sociological and psychological subtexts had strangled the pleasure of art as a sensuous experience. Interpretation, she wrote, was a “revenge of the intellect upon art,” and while the visual arts had managed to frustrate the urge to dig under and behind the work through movements such as Abstract Expressionism and Pop Art, literature was still a vulnerable target – in fact the main victim – of the compulsion to interpret.

Tradução

Susan Sontag conclui o seu ensaio “Contra a Interpretação” (1964) com a seguinte máxima: “Em vez de uma hermenêutica precisamos de uma erótica da arte.” A sua tese era a de que demasiada preocupação com o conteúdo, com os significados latentes e subtextos sociológicos e psicológicos tinham estrangulado o prazer da arte enquanto experiência sensorial. A interpretação, escrevia, era «a vingança do intelecto contra a arte», e se as artes visuais tinham conseguido frustrar o impulso de escavar a obra mais fundo e mais adiante através de movimentos como o Expressionismo Abstracto e a Pop Art, a literatura ainda era um alvo vulnerável — a vítima principal, de facto — da compulsão para interpretar.